WAGNER RODRIGUES POETA E CRONISTA

TEXTOS ORIGINAIS E PUBLICADOS NOS LIVROS DO AUTOR

RESSACA DA ELEIÇÃO

Man sitting distressed on sidewalk beside empty beer bottles

A Eleição de 2026 já passou pela votação e apuração. Mas não acabou, por obra de dois personagens que se colocaram como alguns árbitros históricos do futebol brasileiro que roubavam a cena.

No Rio houve o famoso “Margarida”, talvez o mais engraçado juiz de futebol da história. Em São Paulo apitou um árbitro cheio de trejeitos, que era uma atração à parte, Armando Marques. Talvez o mais emblemático exemplo tenha sido José de Assis Aragão que, não voluntariamente, marcou o gol de empate do Palmeiras contra o Santos em nove de outubro de mil novecentos e oitenta e três, ao desviar para a rede um chute de Jorginho que iria para fora.

Da mesma forma, atos de figuras do STF tumultuaram as eleições presidências de 2026, colocando-se como o centro de atenção delas, ofuscando até os candidatos. O primeiro deles por prorrogar o horário de votação após o apito regulamentar, continuando minha analogia futebolística.  O outro, no tapetão, ordenando à polícia federal a caça de passaportes do candidato vencido, no mínimo num momento completamente fora de hora.

Fizeram como aquele juiz de várzea que decretava: “O lateral é nosso!”

Sem saber o final da história, mesmo após dias do final da eleição, reconheço duas notícias. Mantendo o lugar comum, temos uma boa e outra má.

A boa notícia é que, acredito, o Bolsonarismo, movimento que acabou sequestrando o pensamento e a ideologia conservadora nos costumes e liberal na economia, arruinou seus candidatos. Se não morreu, está desenganado. Espero que logo seja sepultado. Creio seja uma ótima notícia para toda a direita racional. Admito que sempre haverá o personagem escolhido como o craque do time, volto com a analogia, mas que ele jogue para o time. Pelas ideias e pela forma de administrar o país responsavelmente.

A má notícia é óbvia. Continuará no poder um governo populista, liderado por um especialista em palanque, o outro divisor do povo em duas estúpidas vertentes, comandando políticos que agem como revolucionários fora de hora.

Alguns conselhos, quem sou eu para isso, mas vamos lá! Conselhos aos conservadores e centristas:

  1. O povo brasileiro, seu progresso e felicidade precisam ser o centro das decisões.
  2. O país, berço do povo brasileiro, em todas suas estâncias, precisa sair da mediocridade e buscar a excelência em todas suas regiões.

Esses são axiomas da administração de um país, como na matemática, não precisam de demonstração em teoremas para serem verdade.

Em seguida, admitem-se formas diferentes de pensar ou agir, segundo cada ideologia ou crença.

Para quem pensa como eu e para quem discorda, a questão, a partir dos axiomas, é a de buscar soluções qual seria a forma mais eficiente de administrar o país, de forma honesta e sem paixão. Talvez pelos exemplos em outras sociedades.

Particularmente eu penso o governo de forma relativamente liberal na área dos costumes e desenvolvimento, porém ortodoxa na economia. Existem outras formas de pensar a administração pública, mesmo partindo dos mesmos axiomas. Creio que a história possa apresentar as corretas soluções.

Para mim, parece importante que todos tenham liberdade de buscar seu desenvolvimento cultural, pessoal e financeiro, desde que de forma moral e ética.  Acredito que a oportunidade de que, com o desenvolvimento pessoal, técnico e administrativo, o indivíduo possa progredir sem limites. Alguns pensam que esse progresso ilimitado possa ser nocivo. Acreditam que certos tipos de enriquecimento são injustos, mesmo que conseguidos seguindo todos os princípios morais e éticos. Pensam que concentração de renda implica em empobrecimento de outros. Essas pessoas têm uma visão termodinâmica da economia. Mas não creio ser assim. Na macroeconomia riqueza pode ser criada e ampliada. Não existe uma determinada quantidade de riqueza e que esta precise ser distribuída de forma justa. Acredito que quanto mais riqueza uma sociedade produza, melhor poderá ser a qualidade de vida nesta sociedade.

Não é a distribuição da riqueza existente o que trará desenvolvimento a cada indivíduo. Pensar nesta tese antes de pensar na criação da riqueza seja uma armadilha àqueles que mais precisam. O eterno subdesenvolvimento do Brasil, que patrioticamente chamamos de economia em desenvolvimento, acredito seja decorrente desse sofisma.

Na área fiscal eu imagino que o administrador público deva cuidar das finanças com grande responsabilidade. Da mesma forma que deve  ser feito em uma família. Alavancagem financeira (crédito) tem seu valor enquanto perfeitamente controlada. Empresas desaparecem e países se tornam inviáveis quando abusam e descontrolam das suas dívidas.

Se, por má gestão anterior, um país se apresente numa situação de iminência de um desastre fiscal, há que pensar numa ação mais ortodoxa para a mudança de rumo. Pensar que comprando um brinquedo novo para o filho que está passando fome lhe trará felicidade, é, no mínimo, irresponsável. Na verdade, é uma insanidade.

Como em uma família, o sacrifício da gestão financeira para educar os filhos , isto sim, poderá mudar a vida dele no futuro. Na macroeconomia, dar recursos ao cidadão para que ele tenha mais oportunidades, creio ser a forma correta, e corrigir a suposta injustiça. Dar esmolas nas esquinas ajuda a quem as dá, mas mantém a situação do mendigo inalterada.

Gastar todos os recursos sociais em Bolsa Família, desmesuradamente, apenas mantém a situação de extrema pobreza, eu acredito. Há que haver uma gestão dos recursos para prover oportunidades. Seja pela educação, pelo incentivo a empregabilidade na região ou outra forma de permitir e incentivar que o indivíduo queira e consiga sair dessa situação.

Comunismo, como previsto por Marx e Lenin, não deram os resultados esperados. A China, que ainda mantem o Partido Comunista pelo poder, há muito passou a ser um exemplo econômico do capitalismo explícito.

Países socialistas só tiveram sucesso quando o socialismo surgiu após o desenvolvimento e, mesmo assim, pioraram seu desenvolvimento econômico com a desaceleração decorrente do exagero no controle estatal.

Keynes tinha uma ideia da macroeconomia distorcida, na minha opinião, que alguns tentam usar hoje em dia. Descrevendo de maneira rasa, justifica-se que a administração pública poderia fomentar o crescimento apenas injetando dinheiro na economia. Fazendo e tapando buracos aparece como uma piada. Como se faz com “bolsa família” se usada de forma isolada. De fato, pode haver crescimento temporário pelo lado do consumo imediato. Entretanto, pensar que esta é uma forma eficiente de fomentar crescimento é uma péssima ideia. O crescimento sem poupança e sem investimento é um crescimento que não se sustenta e ainda inflacionário. Se isto ocorrer com um endividamento desmedido, como acontece no Brasil, sem investimento sólido para aumentar a produção e produtividade, o impacto inflacionário ocorrerá catapultado.

Pode ser que o sofrimento tenha que fazer parte do amadurecimento de um povo. Toda a Europa ressurgiu das cinzas, que serviu de adubo para outra postura e para o crescimento. Algo semelhante ocorreu com o Japão.

A América Latina, que ficou à salva desses desastres mundiais, não saiu do lugar.

Penso que todos esses pontos têm importância e precisam ser tratados com responsabilidade e respeito.  Principalmente tem que ser tratados de maneira honesta e sem paixão ideológica.

Os dois que destaquei no início, como axiomas, assim como em uma boa Constituição, deveríamos imaginá-los pétreos, por serem cruciais! Os demais assuntos precisam de análise cuidadosa e reflexão sem preconceitos.

Sei que há muito a ser discutido e desenvolvido, mas terminarei por aqui, sem poder ainda usar o tal do “CQD – Como Queríamos Demonstrar”, como fazemos ao terminamos a demonstração de teoremas. Que cada consciência faça essa lição de casa. A Eleição de 2026 já passou pela votação e apuração. Mas não acabou, por obra de dois personagens que se colocaram como alguns árbitros históricos do futebol brasileiro que roubavam a cena.

No Rio houve o famoso “Margarida”, talvez o mais engraçado juiz de futebol da história. Em São Paulo apitou um árbitro cheio de trejeitos, que era uma atração à parte, Armando Marques. Talvez o mais emblemático exemplo tenha sido José de Assis Aragão que, não voluntariamente, marcou o gol de empate do Palmeiras contra o Santos em nove de outubro de mil novecentos e oitenta e três, ao desviar para a rede um chute de Jorginho que iria para fora.

Da mesma forma, atos de figuras do STF tumultuaram as eleições presidências de 2026, colocando-se como o centro de atenção delas, ofuscando até os candidatos. O primeiro deles por prorrogar o horário de votação após o apito regulamentar, continuando minha analogia futebolística.  O outro, no tapetão, ordenando à polícia federal a caça de passaportes do candidato vencido, no mínimo num momento completamente fora de hora.

Fizeram como aquele juiz de várzea que decretava: “O lateral é nosso!”

Sem saber o final da história, mesmo após dias do final da eleição, reconheço duas notícias. Mantendo o lugar comum, temos uma boa e outra má.

A boa notícia é que, acredito, o Bolsonarismo, movimento que acabou sequestrando o pensamento e a ideologia conservadora nos costumes e liberal na economia, arruinou seus candidatos. Se não morreu, está desenganado. Espero que logo seja sepultado. Creio seja uma ótima notícia para toda a direita racional. Admito que sempre haverá o personagem escolhido como o craque do time, volto com a analogia, mas que ele jogue para o time. Pelas ideias e pela forma de administrar o país responsavelmente.

A má notícia é óbvia. Continuará no poder um governo populista, liderado por um especialista em palanque, o outro divisor do povo em duas estúpidas vertentes, comandando políticos que agem como revolucionários fora de hora.

Alguns conselhos, quem sou eu para isso, mas vamos lá! Conselhos aos conservadores e centristas. Também para os progressistas de boa vontade:

  1. O povo brasileiro, seu progresso e felicidade precisam ser o centro das decisões.
  2. O país, berço do povo brasileiro, em todas suas estâncias, precisa sair da mediocridade e buscar a excelência em todas suas regiões.

Esses são axiomas da administração de um país, como na matemática, não precisam de demonstração em teoremas para serem verdade.

Em seguida, admitem-se formas diferentes de pensar ou agir, segundo cada ideologia ou crença.

Para quem pensa como eu e para quem discorda, a questão, a partir dos axiomas, é buscar soluções sobre qual seria a forma mais eficiente de administrar o país. De forma honesta e sem paixão. Quem sabe procurando exemplos em outras sociedades.

Particularmente eu penso o governo de forma relativamente liberal na área dos costumes e desenvolvimento, porém ortodoxa na economia. Existem outras formas de pensar a administração pública, mesmo partindo dos mesmos axiomas.

Para mim, parece importante que todos tenham liberdade de buscar seu desenvolvimento cultural, pessoal e financeiro, desde que de forma moral e ética. Acredito que, com o desenvolvimento pessoal, técnico e administrativo, o indivíduo deva poder progredir sem limites. Alguns pensam que esse progresso ilimitado possa ser nocivo. Acreditam que certos tipos de enriquecimento são injustos, mesmo que conseguidos seguindo todos os princípios morais e éticos. Pensam que concentração de renda implica em empobrecimento de outros. Essas pessoas têm uma visão termodinâmica da economia. Mas não creio ser assim. Na macroeconomia riqueza pode ser criada e ampliada. Não existe uma determinada quantidade de riqueza e que esta precise ser distribuída de forma justa. Acredito que quanto mais riqueza uma sociedade produza, melhor poderá ser a qualidade de vida nesta sociedade.

Não é a distribuição da riqueza existente o que trará desenvolvimento a cada indivíduo. Pensar nesta tese antes de pensar na criação da riqueza é criar uma armadilha àqueles que mais precisam. O eterno subdesenvolvimento do Brasil, que patrioticamente chamamos de economia em desenvolvimento, acredito decorrer esse sofisma.

Na área fiscal eu imagino que o administrador público deva cuidar das finanças com grande responsabilidade. Da mesma forma que deve  ser feito em uma família. Alavancagem financeira (crédito) tem seu valor enquanto perfeitamente controlada. Empresas desaparecem e países se tornam inviáveis quando abusam e se descontrolam em suas dívidas.

Se, por má gestão anterior, um país se apresente numa situação de iminência de um desastre fiscal, há que se pensar numa ação mais ortodoxa para a mudança de rumo. Pensar que comprando um brinquedo novo para o filho que está passando fome lhe trará felicidade, é, no mínimo, irresponsável. Na verdade, é uma insanidade.

Como em uma família, o sacrifício da gestão financeira para educar os filhos , isto sim, poderá mudar a vida dele no futuro. Na macroeconomia, dar recursos ao cidadão para que ele tenha mais oportunidades, creio ser a forma correta para corrigir a suposta injustiça. Dar esmolas nas esquinas ajuda a quem as dá, mas mantém a situação do mendigo inalterada.

Gastar todos os recursos sociais em Bolsa Família, desmesuradamente, apenas mantém a situação de extrema pobreza, eu acredito. Há que haver uma gestão dos recursos para prover oportunidades. Seja pela educação, pelo incentivo a empregabilidade na região ou outra forma de permitir e incentivar que o indivíduo queira e consiga sair dessa situação pelo trabalho.

Comunismo, como previsto por Marx e Lenin, não deram os resultados esperados. A China, que ainda mantem o Partido Comunista pelo poder, há muito passou a ser um exemplo econômico do capitalismo explícito.

Países socialistas só tiveram sucesso quando o socialismo surgiu após o desenvolvimento e, mesmo assim, pioraram seu desenvolvimento econômico com a desaceleração decorrente do exagero no controle estatal.

Keynes tinha uma ideia da macroeconomia um pouco distorcida, na minha opinião, que alguns tentam usar hoje em dia. Descrevendo de maneira rasa, justifica-se que a administração pública poderia fomentar o crescimento apenas injetando dinheiro na economia. Fazendo e tapando buracos aparece como uma piada. Como se faz com o “bolsa família” ao ser usado de forma isolada. De fato, pode até haver crescimento temporário pelo lado do consumo imediato. Entretanto, pensar que esta seria uma forma eficiente de fomentar crescimento é uma péssima ideia. O crescimento sem poupança e sem investimento é um crescimento que não se sustenta e ainda é inflacionário. Se isto ocorrer com um endividamento desmedido, como acontece no Brasil, sem investimento sólido para aumentar a produção e produtividade, o impacto inflacionário ocorrerá catapultado.

Pode ser que o sofrimento tenha que fazer parte do amadurecimento de um povo. Toda a Europa ressurgiu das cinzas, que serviu de adubo para outra postura e para o crescimento. Algo semelhante ocorreu com o Japão.

A América Latina, que ficou à salvo desses desastres mundiais, não saiu do lugar.

Penso que todos esses pontos têm importância e precisam ser tratados com responsabilidade e respeito.  Principalmente tem que ser tratados de maneira honesta e sem paixão ideológica.

Os dois que destaquei no início, como axiomas, assim como em uma boa Constituição, deveríamos imaginá-los pétreos, por serem cruciais! Os demais assuntos precisam de análise cuidadosa e reflexão sem preconceitos.

Sei que há muito a ser discutido e desenvolvido, mas terminarei por aqui, sem poder ainda usar o tal do “CQD – Como Queríamos Demonstrar”, como fazemos ao terminamos a demonstração de teoremas. Que cada consciência faça essa lição de casa.

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