
Em economia, nem sempre o que é elegante é eficiente.
Usei a palavra elegante, mas podia usar outro termo… bondoso, social, justo, caridoso. Entretanto, todos esses termos referem-se à aparência, não à realidade.
A explicação pode ser tão simples quanto ‘responsabilidade’.
Na economia doméstica, para aquele ou aquela que exerce a administração financeira, a responsabilidade pode parecer severa e antipática. Os termos usados para definir uma e outra forma de atuar, frequentemente, são enganosas. Conservador ou progressista… qual é o melhor?
Progressista deveria resultar em progresso, desenvolvimento… permitindo uma vida melhor. Mas não é assim. Progressista, como temos na nossa administração pública, significa inconsequente e até injusto. Partidos progressistas querem resolver “na marra” aquilo que eles definem como socialmente injusto.
Mas qual teria sido a injustiça?
Se olharmos o desenvolvimento do sul, sudeste e centro-oeste do país encontraremos um bando de exploradores?
Famílias da classe média baixa, que se desenvolveram de imigrantes das mais diversas etnias, trabalharam fortemente na agricultura. Japoneses, italianos, alemães, portugueses chegaram como se diz, com uma mão na frente outra atrás. Deram duro, sacrificaram-se para que muitos de seus filhos pudessem estudar e, eventualmente, ter uma vida melhor. Alguns desses descendentes esforçaram-se mais que outros. Tinham mais talento, talvez. Outros conseguiram ter decisões de maior êxito. Nunca foi ao acaso ou sem esforço. Esse esforço ajudou a impulsionar e dar maiores chances a seus descendentes. Seria essa a injustiça?
Para os progressistas, entretanto, esse esforço, que resultou em maior progresso em algumas regiões, foi injusto.
O argumento é de que classes menos favorecidas tiveram menos oportunidades e agora merecem outro tratamento.
Talvez seja verdade. Escolas públicas tem estado cada vez mais, muito aquém de escolas particulares de bom nível. Entretanto isso nem sempre foi verdade. Pelo contrário, escolas públicas nos anos 50, 60 e até parte dos anos 70 eram tão boas, senão melhores, que a maioria das escolas particulares.
A solução dos progressistas é criar quotas em faculdades públicas para algumas minorias. Ou seja, admitir estudantes com bastante defasagem, em concorridas universidades. Isso foi feito ignorando o problema real, ou seja, deterioração da escola pública e da carreira de professores em geral. A solução deveria ser corrigir o problema. Não a consequência.
Os progressistas insistem na solução que não resolve, mas mantém o problema e até o agrava.
Isto teria sido apenas uma decisão absurda? Acredito que não. Na democracia brasileira qual a grande maioria que vota nos chamados progressista? Os resultados das urnas, há muito tempo, mostram que os votos progressistas se concentram no norte e nordeste, onde existe maior pobreza e pior educação (com raras exceções). Assim, o que parece, é que esse grupo de político procura manter a ‘galinha dos ovos de ouro’ bem vivinha.
Progressistas brasileiros necessitam de uma maioria de miseráveis e necessita mantê-los assim. Democraticamente miseráveis.
Nosso “conservadorismo” é um conservadorismo econômico, mais que social. É diferente do conservadorismo norte americano e europeu que tendem à xenofobia.
Os estados que produzem mais riqueza estão cansados de trabalhar e gastar muito para manter a outra metade dos estados à deriva.
Isso pouco muda. Muda muito menos nas mãos dos que nos enganam com um discurso social e uma ação de manutenção da status quo.
Parece óbvio que um país que queira distribuir riqueza precise produzir mais riqueza. Só riqueza vale a pena ser distribuída. O que nossos progressistas fazem é distribuir pobreza. Trazendo mais miséria para os estados que mais produzem. Assim são pensadas as recompensas dos partidos progressistas.
O que acaba acontecendo é que metade do país trabalha, enquanto outra metade apenas sobrevive, sem conseguir sair da situação de pobreza. Ocorre uma distribuição da miséria, do norte e nordeste para o resto do país. Não uma distribuição de renda, pois não há o que distribuir. O país, que seria um país em desenvolvimento, quase não se desenvolve.
Outra trágica consequência ocorre nas grandes cidades dos estados. Por alguma possibilidade de trabalho, nelas se aglomera a população empobrecida pelas decisões progressistas. Esse grupo é outra massa de manobra da esquerda esperta.
Para eles ocorre outra tragédia. A tragédia da desregulação fiscal do país com duas gravíssimas consequências. A inflação e os altos juros.
Novamente os progressistas de plantão atacam a consequência, não o problema. A solução para essas duas terríveis mazelas deveriam ser responsabilidade fiscal. Não gastar mais do que arrecada, inclusive gastos com juros. Não tratar de comprometer o déficit primário (sem os juros), mas o déficit como um todo. Só assim esses monstros da economia seriam derrotados.
Ao invés do governo progressista tomar a si a responsabilidade da administração financeira, eles repassam essa responsabilidade a todos, ricos e, muito pior, pobres.
Os miseráveis que já não estudam de forma adequada, nem tem possibilidade de se manter devem resolver sua trágica situação. Recorrem a dívidas com juros absurdos, principalmente porque muitos quebram sem poder pagar.
Esses “progressistas” culpam os bancos, com o lado da boca, claro, pois sabem que neste caso, juros altos para essa classe de tomadores resultam do risco de não pagamento.
Os pobres, sem escola adequada, são os que têm que se fazer de ministros da fazenda do país.
Esse país de desigualdades estúpidas continuará um país com maiores desigualdades, ainda mais estúpidas. Não pela ação de um bando da extrema direita que pensa em proteger uma minoria mais rica. Esse país de desigualdade está permanecendo desigual pela perversa lorota contada por esses aí que se dizem progressistas e por todos os que mamam nessas tetas emagrecidas, inclusive parte de nossos jornalistas que ajudam a tratar as consequências, não os reais motivos da nossa desgraça.
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