
O mundo irá acabar.
Tenho ciência do fato,
Mas antes desse desfecho,
O homem, com toda certeza,
Acabará com a estada
Da vida neste planeta.
Não há como evitar
A praga que está instalada.
Presença que extingue, em seu ato,
Tudo que a vida montou.
Nos milênios percorridos
Desde o início do surto,
Está destruindo, em segundos,
O dia que a vida criou.
Ainda inventamos mil deuses,
Todos brutos e insanos,
Por escolher-nos a raça
No comando de espécies
Que teimamos agredir.
Que nos servem de alimento,
De transporte em sofrimento,
Que oferecemos em altares,
Em nossas festas, jantares,
Que sufocam em nossas redes
Ou na morte, sem sentido,
Em troféus pelas paredes.
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