WAGNER RODRIGUES POETA E CRONISTA

TEXTOS ORIGINAIS E PUBLICADOS NOS LIVROS DO AUTOR

Vento quente (Poema de No limite da consciência)

Amanheceu de mansinho

Como em alguns dias amanhece.

O horizonte, em modorra, avançou bem devagar.

O sol estava com sono

De dormir mal a noite toda,

Que tomou muita cachaça como o avô do Juvenal.

Quando o dia vem desse jeito,

A natureza espreguiça,

O vento sopra do Norte, bole bem devagar.

Vem como o bafo cansado

Do boi que rumina no pasto,

Longe das árvores, da fresca,

Sem poder se sombrear.

Vento quente, vento quente

Atravessa meus cabelos,

Faz cócegas no meu pescoço…

Me faz lembrar da Aninha,

Onde, hoje, ela estará?

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